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Displasia de cotovelo

A displasia do cotovelo, provavelmente, representa a principal causa de claudicação dos membros dianteiros em cães. Diversas doenças foram relacionadas como componentes da displasia hereditária do cotovelo em cães. Essas doenças podem diferir em termos de fisiopatologia, mas todas são causas da artrose do cotovelo. As disposições das raças ao desenvolvimento dessas doenças indicam que estas são influenciadas geneticamente e, atualmente, evidências apontam que a displasia do cotovelo em cães, como a displasia da articulação coxofemoral, é um traço poligênico com componentes hereditários e ambientais que influenciam seu desenvolvimento. 
- Osteotomia ulnar
- Coronoidectomia

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Luxação Patelar

A luxação patelar medial é o deslocamento da patela do sulco troclear. É uma causa comum de claudicação em cães de raças pequenas, mas também ocorre nas raças grandes. A maioria dos pacientes com luxação patelar apresenta anormalidades musculoesqueléticas associadas, como deslocamento medial do grupo muscular do quadríceps, torção lateral do fêmur distal, arqueamento lateral do terço distal do fêmur, displasia epifisária femoral, instabilidade rotacional da articulação do joelho ou deformidade da tíbia. Cães de qualquer idade, raça ou sexo podem apresentar luxações patelares mediais, mas as raças pequenas e miniaturas são acometidas com maior frequência. A luxação patelar lateral é um deslocamento intermitente ou permanente da patela do sulco troclear. A anteversão é a rotação externa excessiva do fêmur proximal em relação ao fêmur distal. A cirurgia é indicada para pacientes sintomáticos imaturos ou jovens adultos, pois a luxação patelar intermitente pode desgastar, prematuramente, a cartilagem articular da patela. Também é indicada para pacientes de qualquer idade que apresentam claudicação e é fortemente indicada naqueles com placas de crescimento ativas, pois as deformidades esqueléticas podem piorar rapidamente. As técnicas cirúrgicas utilizadas nos animais em crescimento ativo não devem afetar adversamente o crescimento esquelético. Os donos de cães com luxações patelares bilaterais de grau IV devem ser orientados quanto à provável necessidade de diversas cirurgias e da continuidade da claudicação, mesmo após uma cirurgia bem-sucedida, devido à gravidade das anormalidades subjacentes nos ossos longos. Inúmeras técnicas cirúrgicas são apontadas para a restauração da patela no sulco troclear.

 
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Ruptura do ligamento cruzado

 
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As lesões do ligamento cruzado cranial são rupturas completas ou parciais do ligamento ou avulsões de sua origem ou inserção. Ele atua, primariamente, na limitação da translação cranial da tíbia em relação ao fêmur. Cães de ambos os sexos, qualquer idade ou raça podem ser acometidos; entretanto, a maioria dos cães apresentados para o tratamento de lesão do LCC é jovem, ativa e de raças grandes. A lesão do LCC é incomum em gato. Algumas técnicas utilizadas:
- Avanço de tuberosidade tibial (TTA): Envolve uma osteotomia da porção que não sustenta peso da tíbia. O ligamento patelar é alinhado perpendicularmente à tangente comum da articulação femorotibial, eliminando o avanço cranial da tíbia

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- A osteotomia de nivelamento do platô tibial (TPLO) :Altera a mecânica do joelho, atingindo a estabilização pela contenção ativa da articulação

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Fraturas

Os objetivos no tratamento de fraturas, não uniões ou deformidades ósseas consistem na união óssea e no retorno do paciente à função normal. Os processos apropriados de tomada de decisões na escolha de implantes e o planejamento do procedimento devem produzir resultados previsíveis e consistentes.

Fraturas do cotovelo

Fraturas do cotovelo são comuns e incluem fraturas das porções lateral ou medial do côndilo, ambas conhecidas como fratura em T ou fratura em Y do côndilo. Estas fraturas também podem ocorrer com fraturas supracondilares cominutivas. Fraturas da porção lateral do côndilo são frequentemente diagnosticadas em cães jovens, de raças miniatura que caem ou saltam da mobília ou dos braços do proprietário com o cotovelo estendido. Animais adultos também sofrem fraturas de cotovelo através do mecanismo descrito acima. - Estabilização de Fraturas Epifisárias e Metafisárias Proximais - Estabilização de Fraturas Fisárias Proximais - Estabilização de Fraturas Fisárias Proximais - Estabilização de Fraturas Fisárias Proximais

 
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Fratura de Fêmur

Fraturas femorais geralmente são causadas por trauma. Ocasionalmente um paciente se apresentará com uma fratura aguda do fêmur sem trauma ou história evidente; as fraturas nestes pacientes podem ser secundárias a uma condição patológica óssea preexistente. Tumores ósseos primários ou metastáticos são a causa mais comum de fraturas patológicas. Quando está presente doença preexistente, radiografias feitas no momento da lesão mostram lise cortical e neoformação óssea na área da fratura. Lesões de alta velocidade são o tipo mais comum de trauma que causa fraturas femorais em pacientes veterinários. A maioria das lesões resulta de acidentes com automóveis, mas lesões por projétil e trauma fechado também são comuns. O tratamento de escolha na maioria das vezes é cirúrgico e conta com diversas técnicas para correção como:

- Aplicação de pino intramedular
- Aplicação de haste bloqueada
- Aplicação de fixadores esqueléticos externos
- Aplicação de placas e parafusos ósseos

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